sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Crítica: "Justin Bieber - Never say never"

De tempos em tempos aparece alguém que no mundo do cinema, TV ou música, que faz um sucesso imenso. Dessa vez quem está na mira dos holofotes é um garoto de 16 anos, que têm conquistado legiões de fãs a cada dia. Seu nome? Justin Bieber. O que causou? A Bieber Mania.

Tanta exposição não poderia dar em outra coisa. Dezenas de livros - autorizados ou não - tentam levar às admiradoras, um pouco mais sobre sua vida, naquele eterno círculo vicioso que envolve o ídolo - que tenta em vão manter alguma privacidade, e os fãs cada vez mais ansiosos por novidades.

É para atender a essa ânsia de informações e necessidade de "estar perto" que estreia nos cinemas, Justin Bieber: Never say never, que não chega a ser um documentário, mas é eficiente se a questão for mostrar que, até para um adolescente bem-sucedido no que faz, a vida pode ser complicada em alguns momentos.

O dom musical de Justin se manifestou cedo e as imagens comprovam que, desde bem pequeno, o garoto já mostrava extrema habilidade para tocar e cantar.

É claro que, além de um talento indiscutível, uma boa dose de sorte permeia a trajetória do astro teen. Descoberto por acaso em vídeos postados no Youtube, o sucesso meteórico surpreendeu a todos, menos ao próprio Justin, que garantiu, no início de sua carreira, que iria lotar o Madison Square Garden. Promessa cumprida um ano e três meses depois, com ingressos esgotados em apenas 22 minutos.

O longa faz questão de mostrar um lado mais humano, pessoal. A relação de carinho com sua mãe e avós maternos é tão evidente quanto o distanciamento de seu pai (que foi embora quando ele tinha apenas 10 meses). A alegria em reencontrar os amigos que até pouco tempo eram companheiros diários de brincadeiras é tão marcante quanto a bronca que leva da preparadora vocal por ter se excedido em sua folga (o que significa ter gritado e falado demais com a turma, causando uma grave inflamação nas cordas vocais a poucos dias de sua maior apresentação).

O uso do 3D não chega a causar nenhum grande impacto e o melhor momento é quando há uma chuva de papel no palco. A sensação dos pedacinhos caindo sobre os espectadores é impressionante. Mas quando Justin estende a mão em direção ao público, as fãs mais ardorosas obviamente tentarão tocá-lo.

Para quem já curte o trabalho do cantor, a produção é perfeita. Para quem não gosta, é uma ótima chance de, se não sair correndo para comprar o CD, pelo menos passar a respeitar um artista que mostra que tem talento e merece o sucesso que faz.

Nenhum comentário:

Postar um comentário