sábado, 21 de julho de 2012

Política: Cachoeira teria pago propina a secretário

A Justiça Federal em Goiás confirmou as audiências de julgamento dos réus da Operação Monte Carlo para a semana que vem. O juiz federal Alderico Rocha Santos , que foi designado pelo TRF – 1ª Região (Tribunal Regional Federal) para presidir as audiências, negou o pedido de adiar a sessão, solicitado pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Os advogados do contraventor alegam que algumas diligências solicitadas pela defesa não foram feitas. Segundo a advogada de Cachoeira, Dora Cavalcanti, 213 assinantes de linhas telefônicas interceptadas pela Polícia Federal ainda não foram identificados, o que seria fundamental para o processo.

Mas o juiz não acolheu o pedido e garantiu, na decisão, que todas as diligências foram realizadas. - Ao contrário do afirmado pela defesa, todas as diligências determinadas foram rigorosamente cumpridas. Não há descumprimento que justifique o adiamento da audiência de instrução e julgamento. No entanto a defesa ainda pode recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) para tentar adiar o julgamento.

As audiências estão marcadas para os dias 24 e 25 de julho, segunda e terça-feira da próxima semana. Será a primeira vez que Cachoeira falará desde que foi preso, em fevereiro deste ano. Na CPI mista do Congresso, que investiga as relações dele com agentes públicos e empresas privadas, o contraventor usou o direito de ficar calado e não respondeu nenhuma pergunta dos parlamentares. 

Orientação de advogados
O bicheiro deve passar a segunda-feira inteira reunido com os advogados. A advogada Dora Cavalcanti disse que a equipe de defesa do bicheiro está preparada para a audiência. Ela considera que um dia é tempo razoável para instruir o cliente.

— Não é o mesmo preparo que teríamos se ele tivesse em liberdade, até porque o processo é baseado em interceptações, mas é um prazo razoável.

Segunda tentativa
Inicialmente, as audiências para ouvir os réus da Operação Monte Carlo foram marcadas para maio. No entanto, foram suspensas por uma liminar do Tribunal Regional Federal da 1ª Região um dia antes.

O juiz Tourinho Neto acolheu pedido da defesa de Cachoeira que, na época, alegou ausência de diligências pedidas pelos advogados e dificuldade para falar com o cliente em entrevistas reservadas.

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